terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Em quem se espelhar?






No começo de novembro o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, foi acusado de receber licença remunerada há 13 anos no valor de R$ 20 mil pelo estado do Pará. Apesar do presidente da OAB afirmar que é legal a licença remunerada que recebe por ter sido procurador do Estado do Pará, uma ação civil pública foi proposta por dois advogados paraenses solicitando a devolução do valor recebido durante estes anos. Nada menos que a quantia de R$ 1,5 milhões.

Segundo os autores da ação a lei autoriza o benefício para os mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. A ordem não pode ser considerada um órgão de representação classista, assim o valor não deveria ser pago ao doutor Ophir Cavalcante. Estas denúncias foram publicadas na Folha de S.Paulo no final do mês de novembro.

Para agravar a situação o presidente afastado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, Jarbas Vasconcelos, entrou com uma representação no Conselho Federal da OAB pedindo a cassação da licença de advogado do  Ophir, o afastamento dele do cargo de presidente e a formação de uma comissão de ex-presidentes da OAB para investigar as denúncias.

Agora como acreditar em um representante da OAB que é acusado de corrupção e improbidade por acumular 2 cargos públicos? Como acreditar que as marchas organizadas pelo mesmo contra a corrupção no governo são ideológicas e não tem interesse político envolvido? Como simplesmente acreditar na palavra de um homem que pode ter se envolvido em crimes que deveria combater?

Essas perguntas só a justiça poderá responder ao fim das investigações, já que na condição de acusado o presidente da OAB nacional é inocente até que se prove o contrário, então só nos resta esperar que a justiça seja feita. Um pouco difícil com o atual quadro político no Brasil, mas vamos esperar. 

Daiane Oliveira 

Imagem colhida na internet...

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