A mulher do século XXI pode votar, pode presidir um país, pode trabalhar fora, pode ser agredida pelos seus companheiros, ser estuprada e menosprezada pelo machismo que sempre está presente na nossa sociedade.
A Constituição do Brasil, aquela senhora bem ultrapassada e arcaica, protege todos os seres humanos e com o auxilio da Lei Maria da Penha, tentam diminuir a agressão e dar mais segurança para as mulheres. Tentam mesmo já que na prática a situação ainda é assustadora.
Não é difícil abrir os jornais e ver que uma mulher foi morta ou espancada pelo companheiro; alguém que foi estuprada pelo padrasto, pai, avó; que foi vendida pelo marido; ou até um namorado que assassina a namorada em troca de um café da manhã em aposta com seu amigo. Parece absurdo, mas não é.
Segundo a ONU a cada 12 segundos uma mulher é estuprada no Brasil, muitas por pessoas próximas e familiares. A cada 15 segundos uma é agredida pelo companheiro e ainda é assustador o número de mulheres mortas por crimes passionais (crimes cometidos por paixão). Porém, peço perdão aos apaixonados, mas quem ama não mata.
É preciso mais respeito para com a figura feminina, a diminuição do machismo, a derrubada do estigma de que quando uma mulher é estuprada ela provocou seu algoz, de que quando uma mulher é agredida pelo marido ela mereceu por não ter sido boa dona de casa ou por traição. Já chega de tanta violência contra a mulher. Estamos presenciando o ser que gera a vida morrendo por banalidade, porém a justiça brasileira com pena máxima de 30 anos ainda não conseguiu perceber isso.
Daiane Oliveira - Mulher, brasileira, baiana, feminina e feminista.
Daiane Oliveira - Mulher, brasileira, baiana, feminina e feminista.

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