segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aos protestantes




Nos últimos meses a população soteropolitana aprendeu a se agrupar em protestos para exigir seus direitos. Uma bela forma de exercer a cidadania, porém não se deve privar uma maioria dos direito de ir e vir que é garantido pela Constituição de 1988.

O protesto é uma forma da população dizer que está ativa, que está ali e precisa ser ouvida. Mas é inadmissível que uma minoria impressa à mobilidade de uma população. Se tratando de Salvador que já vive em caos viário por ter crescido sem planejamento, a situação ainda é pior. Os engarrafamentos que atingem as principais vias chegam a 3 horas, exemplo do que aconteceu no dia 17/11/2011, quando moradores do bairro de Pernambués protestaram em frente à Madeireira Brotas travando o trânsito das Avenidas Antônio Carlos Magalhães (ACM), Tancredo Neves e Luiz Vianna Filho (Paralela).

Se o objetivo é chamar atenção da impressa, das autoridades e do resto da sociedade para um fato, o local mais apropriado poderia ser na “casa do povo”, Câmara Municipal; ou quem sabe na Praça Thomé de Souza, também conhecida como Praça Municipal e fica localizada em frente à Prefeitura de Salvador; ou até protestar no Palácio de Ondina, residência oficial do governador. O importante é não poluir o ar tocando fogo em pneus e não prejudicar uma sociedade que já é punida pela suas vias estreitas e esburacada.

Por mais que o motivo seja nobre é preciso pensar no outro. Tem pessoas que precisam ir ao medico, ao trabalho, escola, faculdade e não conseguem chegar devido a estas mobilizações. Então vamos lá meu povo, protestar no local certo para exigir os resultados de quem deveria nos representar, ou seja, dos governantes.

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